Compartilhe

Startup britânica desenvolve navio movido a hidrogênio capaz de navegar 60 dias sem precisar reabastecer

06/07/2022

A inovação pode chegar ao mercado em 2025; a embarcação atuará em missões como o monitoramento, coleta e segurança de dados ambientais, sem precisar se preocupar com emissões de poluentes.


Navio movido a hidrogênio
Imagem: ACUA Ocean

Uma empresa britânica está desenvolvendo um navio movido a hidrogênio que poderá chegar ao mercado ainda em 2025. A embarcação terá capacidade para viagens entre 40 a 60 dias sem precisar reabastecer.

Uma startup especializada em energia limpa marítima chamada Acua Ocean, está projetando um navio movido a hidrogênio, que recebeu o nome de Embarcação de Superfície Não Tripulada. Além de utilizar hidrogênio, a embarcação também conta com uma tecnologia de navegação autônoma, que será apresentada no mercado nos próximos anos. Foi emitida uma aprovação da Lloyd’s Register, sociedade de classificação do Reino Unido, tanto para seu sistema de Hidrogênio, quanto para seu sistema de engenharia de controle e de distribuição de energia elétrica.

Navio movido a hidrogênio pode chegar ao mercado em 2025

O intuito da investida é que a embarcação possa atuar em diversas missões distintas como o monitoramento, coleta e segurança de dados ambientais, sem precisar se preocupar com emissões de poluentes. Este projeto se enquadra nas definições de um Maritime Autonomous Surface Ship (MASS), o que significa Navio de Superfície Autônomo Marítimo.


Imagem: ACUA Ocean

O projeto conseguirá receber 6 mil litros de hidrogênio líquido. A estimativa é que será possível realizar viagens que duram algo entre 40 a 60 dias, em uma velocidade média de 4 nós, o que equivale a 7,4 km/h, com capacidade para carregar cerca de 4,5 mil kg sendo utilizado hidrogênio para reduzir as emissões de CO₂ durante as operações.

Esta é uma das principais vantagens, tendo em vista que diversos países estão traçando metas para alcançar o almejado plano de emissão zero até 2025. Os protótipos do navio movido a hidrogênio passaram por testes de aceitação de fábrica no começo deste ano, participando de uma competição de tecnologia no Reino Unido. Uma bolsa de inovação foi a responsável por alavancar a startup, que criou o sistema de automação e as mecânicas para viabilizar a proposta do uso de hidrogênio. Testes adicionais serão realizados já no próximo ano, com a instalação total prevista para o ano de 2025, caso os resultados continuem positivos.

Energy Observer também desenvolve navio movido a hidrogênio inovador

Após desenvolver um navio autônomo de laboratório com a primeira cadeia completa de hidrogênio, a Energy Observer deu, no início do ano, mais um grande passo para lançar o projeto mais representativo da indústria naval, lançando o Energy Observer 2, um navio cargueiro multiuso movido a hidrogênio líquido, um feito para a tecnologia, que permite uma navegação com nenhuma emissão de gases poluentes, disponibilizando capacidades de transporte muito altas e grande autonomia.

O transporte marítimo é responsável por cerca de 3% das emissões de dióxido de carbono por ano em uma escala global. O objetivo da empresa com o navio movido a hidrogênio líquido é apresentar soluções e protótipos voltados para a emissão zero para o transporte marítimo de mercadorias.

Barcos elétricos estão ganhando novos entusiastas na indústria naval

Além de navios movidos a hidrogênio, empresas também focam na eletricidade marítima, como é o caso da General Motors​, que anunciou em 2021 a compra de uma participação de 25% na empresa Pure Watercraft, que está sediada em Seattle, e é especializada no desenvolvimento de soluções para barcos elétricos.

A parceria entre a Pure Watercraft e a GM tem como objetivo fomentar a sustentabilidade através de uma expansão da mobilidade de emissões com o transporte marítimo.

De acordo com o vice-presidente de Eletrificação Global, Controles, Software e Eletrônica da General Motors, Dan Nicholson, a participação das duas empresas mostra outra chance para estender a meta da empresa de zero emissões para além do setor automobilístico.

-------------------------------

Fonte: clickpetroleoegas.com.br

Escrito por Valdemar Medeiros